Teoria Relacionamental... Outra, sim senhor!

Entre tantos outros, cá está meu pensamento mais recentemente formulado:
Paixão - Amor - Ciúme - Possessão - Liberdade - Confiança - Sexo... vamos fazer um trato??


Não é preciso mencionar tim-tim por tim-tim quais as características predominantes na maioria dos relacionamentos... portanto, vamos iniciar diretamente da teoria reformulada!
É importante deixar claro que parto do princípio já debatido ao desgaste, de que amor e sexo não são necessariamente correlatos. Melhor explicando: o desejo pelo sexo não existe somente quando se ama e o amor existe sem sexo. Se quiser argumentar, use os comentários para que possamos dialogar!
Mas antes disso,  AQUI vai uma indicação de um vídeo do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate a respeito da fragilidade do tesão.
 
Acredito que existem alguns estágios no "estado sentimental" de uma pessoa que deveriam ser melhor trabalhados e compreendidos para a reformulação dos relaciomentos afetivos entre casais.
Alguns desses estágios são estes:

Apaixonado - momento em que a pessoa só pensa no parceiro, idealiza, deseja, sente falta, fica carente, quer atenção extrema, acredita ter o direito de "posse" do outro, a afetividade está no ponto mais extremo, em que todos os estímulos são assimilados instantânea e intensamente. A relação tende a ser muito inconstante pois necessita construir as bases de confiança pelo sentimento um do outro. - É nesse momento que a fidelidade carnal se manifesta mais relevantemente. Há o desejo de ser do outro e de ter o outro só para si.

Amando - momento em que há a cumplicidade e intimidade bem mais trabalhada, amadurecida. Quando há, de mais relevante, o prazer e o desejo pela companhia, pela presença e atenção, do que pela manifestação carnal. Não que isto tenho sumido, mas sua relevância na manutenção da relação diminui. Isto é, normalmente o que estava em primeiro plano de instância no relacionamento é ultrapassado por novos critérios de união. O sentimento é quase de plenitude e a confiança está formada.


A união entre duas pessoas sempre foi marcada pela crescente dificuldade na manutenção do interesse um pelo outro. E isso se dá muito pela base de formação deste relacionamento que forma-se em uma cultura de ideiais ostentadores e modeladores, que tornam impossível um viés saudável e inofensivo de união. Assim, o comum é uma relação se desgastar após algum tempo, por conta da tensão criada entre o casal, por conta de exigências rigororsas, de carências infinitas não explicitadas e pela inconfiabilidade de seus desejos.

Como já disse antes, acredito que esses estágios sentimentais são específicos ao sentimento momentâneo de uma pessoa e não deve ser mantido como referencial de conduta e exigência para com o parceiro. Assim como em você, estes sentimentos e desejos devem ocorrer nele/nela de forma natural e expontânea. Porém, quando estes sentimentos não existem em sintonia, mesmo que a gente queira, é necessário compreendê-los e evitar a criação de "correntes", pois isso é um dos passos para sufocar um relacionamento, em "pequeno ou longo prazo", como é sabido...

Isso siginifica que, FIDELIDADE você recebe e oferece sem precisar de amarras para isso. E que esse hábito de relacioná-la com namoro, casamento, o caramba a quatro é pura convenção! Você dita suas regras, e os outros também ditam as deles... o negócio é ser sincero sempre com quem está com a gente...

Portanto, acontece assim: as pessoas caminham cada uma com seus sentimentos, expectativas e anseios, mas nem sempre estes estão em sintonia com os da pessoa que gostamos, e isso não significa que um dia não possam estar, nem que essa pessoa é ingrata e não reconhece seus sentimentos. Portanto, ou se resolve ter paciência e tentar pacificamente a conciliação destes laços, ou se despede e procura alguém que esteja na mesma, ou quase na mesma sintonia que você.

Claro, não esquecendo que todo relacionamento segue as características de um contrato, há um acordo entre as partes que normalmente é realizado logo de inicío... e é isso: se as pessoas envolvidas aceitam, então aguentem as consequências! ^^ (Contratos: Como Usar?)

Mas pessoalmente eu acredito que não há nada de justo, ou de correto, no aprisionamento de uma outra pessoa por conta de uma situação relacionamental em que se busca a realização daqueles velho ideais culturais...  e não me venha resmungar de que isso é doidisse se você, pelo menos, não tiver tentado se libertar dos seus pré-conceitos na leitura deste texto para compreender seu conteúdo...
=P

Mais uma indicação de leitura: http://myway.blogs.sapo.pt/201116.html

Obrigada pela atenção!
^^


 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ser Canal

Quando o Corpo Fala, Cala-se.

Sobre achar a verdade que há dentro da gente. Como faz?