ERAS

O choro rasga a noite
e penetra ouvidos,
afiado e pontiagudo.
Das lembranças colecionadas,
Só o que resta é corrente d'água
fria e salgada
 

Mais uma Era que findou
Entre tantas que permeiam nossas vidas
Um gosto de saudade azedo que  fica
na boca de quem pela ultima vez
 o beijou

Mas assim é a divina vida
Não manda recados,
 não avisa
E de Era em Era vamos vivendo
Com os cacos de alma que nos restou...

Jaina Nahema

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ser Canal

Quando o Corpo Fala, Cala-se.

A Morte de Órion