MORADA


Campos abertos abrigam meu coração.
Lá mora o teu nome:
Leveza do beija-flor,
Doce mel da abelha.
- Em prazer nirvânico clamo por ti! -
É mantra budista, revelado somente a mim
É imensidão quartena de pares afins.

Há, para lá, um caminho que anseia-te.
É passagem livre, está assim: desimpedida.
Sob teus pés revelar-se-ão os trilhos
da mais veloz locomotiva
Acaso tenhas alguma perspectiva.
Te peço, vem! Com ternura e carícias
- Traz-me uma rosa!
Uma só, pois estarei aflita!

No teu rítmo me encontrei assim perdida...
Então vem, mas depressa!... E aproveite a vista!
Prometo que ao chegar lá
companhia não te irá faltar.
Chegue logo: ansiosidade é palavra fria
perto do turbilhão que em meu peito frita!

Traz-me esse sorriso de lamparina,
que aqui ainda é noite,
serás  meu guia!
E ficando, ficando... 
fica e fica!

Jaina Nahema

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