Doença da Distância
Doente.
Febril.
Na boca do estômago,
O gosto azedo da distância.
Na ponta da lígua,
Um vômito amargo dança...
Despenca de penhasco a temperatura...
Puxando, neste salto, minha esperança.
Pelos póros, um ataque!
Epilepsia do coração!
Esculacha meu corpo inteiro.
Deixa-me enterrada ao chão.
Epilepsia do coração...
Daquele coração que me falta.
Do que nunca conseguiu ser.
Hoje, uma semente murcha.
Amanhã, sabe-se lá o que devo ter!
JAINA NAHEMA

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