Desenrolamento Quântico


Eu não sei o quê do absurdo
Há na gota do teu suor.
Eu não sei quanto de sincronia
Há no caos da nossa ordem
Eu não sei

Eu nem sei dizer o por quê
das palavras saírem tortas
Quando de tua língua na minha boca
Só me falta um silêncio
Eu não sei

Eu não sei contar o infinito
entre tantas coisas
Porque tudo o que não o cabe
encontrei em ti
Eu não sei.

Nem sei o porquê de insistir
Em explicar o que não aconteceu
Ou imaginar, ao contrário,
aquilo que se foi...
Mas vou descobrir.

Eu sei.

*"Existe um campo infinito, acessível e quase totalmente desconhecido. Vivemos submersos nele e podemos vislumbrá-lo na beleza de um ínfimo instante quando entendemos o dilema do "ser", e tudo passa a ter mais sentido, mais lógica e mais razão e significado."

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