Criando Raízes?
Eu, que nunca me senti mulher
inteiramente,
admiro-me do prazer que sinto
em ser mulher por completo,
em teus braços, em teus laços.
Eu, que já não me sentia tão criança,
sinto o peso inerente à vida vivida
fugir enquanto brincamos
de ser moleques juntos.
Por ti, eu sei que faço de tudo,
para arrancar o sorriso mais leve e infantil.
Aquele que faz brilhar nos teus olhos,
o mundo.
Sorriso errante!
Eu, que costumava dizer que a Terra era minha casa,
agora faço do lugar onde tu te encontras,
meu refúgio.
Eu, que havia tempos,
desacreditara da pureza do coração humano
(e talvez ainda, do meu próprio),
tenho-te como prova da maior demonstração
de bondade e paz
num homem.
Jaina Nahema.
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