Falta de Palavras


Os olhos em reflexos
Dialogam
Entre almas sorridentes

São espelhos
De correntes elétricas...
Dessas coisas que se sente

Há paz dentro deles
E há paz entre eles
Aquela paz descansanda
Paz que os é inerente

Não se desvia
Nem se foge
De tamanha imponência!

Que chama, que demanda,
Por horas a fio...
Através de nosso silêncio

Nesta falta de palavras
Que me é tão rara...
Há paz extraordinária!

Essa falta de palavras
É que fica guardada
Eternamente

Jaina Nahema

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