ENCANTADA
Nossos olhos servem de entrada.
São espelhos d’alma.
E a tua, me é tão pacata!...
A tua alma me é paz,
Mais nada.
Já perdi o fio
Do pensamento que construí.
Olhando para ti
Não enxergo mais nada
Sei bem por que será
Que essa saudade me mata
A cada intenção perdida
E a cada oportunidade desperdiçada
Mas nestes teus olhos
De caldas profundas,
Percorrem, também,
Fortes águas agitadas
E estes olhos
Que me fazem febril,
Que me fazem sorrir,
Que me fazem feliz,
São também saída
Do que existe em ti.
E de tudo pelo que estou
Tão encantada.
Bom texto, Jaina! Penso exatamente assim. Os olhares dizem muito mais que as palavras - eles revelam intenções e desejos ao mesmo tempo em que a boca verbaliza coisas as mais variadas. Na verdade o que se fala e se ouve são distrações, maneiras de deixar subjetivos os olhares.
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